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sábado, 9 de janeiro de 2010

Pintassilgo


Macho adulto: Bico cinza esbranqui­çado, ápice do bico negra que no perío­do reprodutivo tende a ficar branco perolado; perímetro do bico circundado por penas negras (bigode) que juntam na superfície anterior dos olhos; típica máscara vermelha alaranjada que se estende distalmente além da margem posterior do olho; face branca mais ou menos infiltrada de marron; vértice, nuca e lados do pescoço negros; dorso marrons; sobrecauda branca; asas e cauda negro-brilhante; bordas das asas amarelo-ouro típico dos carduelídeos; flancos marron; peito branco infiltrado de marrom; ventre e sobre-cauda brancos; patas marrom-rosado.

Fêmea adulta: difere do macho por pequenas particularidades que somente o olho mais esperto consegue observar (pode-se dizer que esta espécie não apresenta um nítido dimorfismo sexual): a cabeça é mais arredondada, a máscara vermelha é mais restrita e não ultrapassa a metade do olho, o negro das asas e da cauda é ligeiramente mais opaco do que o do macho, os ombros (pequenas cober­teiras alares) são cinza esverdeado quase negro (esta última particularidade é muito importante para distinguir precocemente o sexo dos novos).

Jovens: participam com os adultos somente as asas e a cauda; o resto da plumagem se apresenta de cor cinza esbranquiçado, manchando de maneira confusa a estrutura marrom enegrecida determinantes para o mimetismo dos pró­prios.




Existem diversas subespécies de pintassilgos-comuns, classificáveis em dois grandes grupos:

Subespécies de calota negra: fazem parte deste grupo todas as várias subespécies de pintassilgos distribuídos na Europa e África setentrional (Carduelídeos ocidentais). Omito volun­tariamente a lista de todas as subespécies descritas (alguns autores assinalam mais de 20!) já que se diferenciam entre si por pequenos detalhes (principalmente tamanho e quantidade de marrom) muito variáveis também no âmbito da população de um território. Em geral, vaIe a regra segundo a qual partindo do norte da Europa e indo para o sul, a carga do marrom (nos flancos, peito e bochecas) tende a aumentar enquanto o tamanho tende a diminuir. Um clássico exemplo é aquele dado de duas subespécies colocadas nos extremos da classificação: de um lado o Carduelis carduelis tschussi, distribuído no norte da África e na Sicília, caracterizado pelo diminuto tamanho (11 a 11,5cm) e de uma notável carga de feomelanina.

Subespécies de calota cinza: fazem parte deste grupo as "verdadeiras" subespécies do pintassilgo-comum, caracterizadas pela completa ausência da calota negra e distribuídas o Médio Oriente e na Ásia (carduelis orientais). Para ser breve, recordamos apenas o nome científico e a distribuição das três formas mais conhecidas: 1) Carduelis carduelis canicepsou pintassilgo do ­Himalaia (Himalaia e Ásia centro-meridional); 2) Carduelis carduelis subulata

Habitat e Comportamento na Natureza: O pintassilgo-comum é espécie muito adaptável, como demonstra a sua distribuição ao longo das diversas latitudes euro-asiáticas. Habita bosques, jardins e zonas abertas, seja a nível do mar ou em elevadas montanhas.

O casal se forma no final do inverno, início da primavera (fevereiro-março), quanto o aumento das horas de luz e a disponibilidade de sementes espontâneas no estado latente facilita a entrada no estro (cio) dos dois sexos.

O macho se apossa primeiramente do território, cantando repetidamente para atingir a fêmea. Quando o casal se forma ele ficará unido até o final da estação reprodutiva.

O primeiro encontro entre os dois sexos (e isto também se observa em cativeiro) é um momento altamente espetacular: o macho com as asas abaixadas e a cauda aberta em leque executa um voltei o de cortejamento (faz a "roda"), acompanhando-a cadencian­do-a com características notas metálicas; a fêmea responde com os mesmos movimentos aceitanto assim a corte.

O número de ninhadas num ano varia de duas a três e o período de nidificação vai de abril a agosto.

A fêmea seguida pelo macho como uma sombra, escolhe o local adequado para nidificação. O ninho geralmente fica numa altura não inferior a dois metros. na extremidade de um ramo bem firme e recoberto por vegetação fechada.

Ciprestes, abetos, amendoeiras, eucapliptos, mimosas, oliveiras, mandarins, laranjeiras, vinhedos, heras são as árvores e as plantas preferidas para a nidificação.

O ninho é construído somente pela fêmea e é uma verdadeira obra-prima de habilidade.

Do início da incubação até os primeiros 5-7 dias de vida dos pequenos, o macho se limita defesa do território e a embicagem da fêmea, que abandona o ninho somente para realizar as próprias exigências fisiológicas.

A partir do sétimo dia de vida, o macho toma parte ativa na alimentação dos filhotes. levando até o fim a difícil tarefa do "desmame" (a fêmea já começa com o choco seguinte).

Uma vez "desmamados", os jovens se juntam em bandos mais ou menos numerosos. também junto a outros fringilídeos (Serion Serinus serinus, pintarroxo Achantis cannabina, tentilhão-comum Fringilla coelebs, pimassilgo-verde Carduelis spinus) na procura de zonas de pasto e de poças de água.

Alimentação: A adaptação e criação dos pintassilgos em cativeiro é bem fácil, face a sua alimentação ser bastante diversificada, aceitan­do bem diversos tipos de grãos e sementes, farinhadas e verdu­ras. Uma boa mistura de grãos para os pintassilgos deve ser for­mada por: painços vermelho, verde, branco, preto, português, amarelo e alpiste, perfazendo 90% e os 10% restantes forma­dos por aveia, colza e níger. Devem ser oferecidas verduras sem agrotóxicos como couve, almeirão e chicória, além das rações balanceadas para caná­rios do reino, podendo ser ra­ções granuladas, fareladas ou floculadas, como as muitas mar­cas existentes no mercado.
Já fizemos uma experiência utilizando a alimentação exclu­siva dos pintassilgos com ração balanceada floculada e/ou gra­nulada acrescentando apenas verduras e em ambos os casos as aves adaptaram-se muito bem, ficam com belas pluma­gens, cantam muito e reprodu­zem normalmente.

Reprodução: A reprodução dos pintassilgos em cativeiro é bem simples, bas­tando o criador utilizar gaiolas comuns, iguais às usadas para a criação de canários do reino, tomando o cuidado para que um casal não fique vendo outros pintassilgos, pois são pássaros territorialistas e briguentos na época da reprodução. O ponto mais importante no processo de criação de pintassilgos é saber fazer o acasalamento, haja vis­ta que nem sempre o macho que pretendemos acasalar com uma determinada fêmea será o que ela irá aceitar.
É importante que o criador quando chegar os meses de ju­nho ou julho já distribua as fêmeas em suas gaiolas individu­ais de criação, deixando os machos separados, sem que elas os vejam e ouçam cantar.
A partir de setembro ou outu­bro deverá pegar um macho de cada vez, escolhendo sempre aquele que estiver cantando bem e mostrar a cada uma das fê­meas, ele estando pronto para a reprodução, irá cantar para a fêmea, que se também estiver pronta irá aceitá-Io, dando um sinal mostrando-se interessada pela corte do macho. Ela fica bem em pé no poleiro, com ca­beça e bicos dirigidos para cima e batendo-os um no outro, como se estivesse pedindo alimento, e aproxima-se do macho. Este ca­sal está formado. Se isto não acontecer, experimente outro ma­cho até achar um que de certo, caso contrário o insucesso será total.
O macho deverá ser coloca­do na gaiola da fêmea, que nos primeiros dias deverão ficar se­parados por uma divisória, para evitar possíveis brigas entre o casal. Após este período de adaptação, pode-se retirar a gra­de divisória e deixá-Ios juntos.
O ninho deve ser feito de bu­cha natural e colocado na parte da frente da gaiola, protegido por plantas de plástico verde, oferecendo certo grau de proteção para a fêmea. Colocar algodão ou outro tipo de fibra para a fêmea fazer o ninho, que ela faz e refaz várias vezes, põem três ou quatro ovos por postura.
Quando a fêmea está fazen­do o ninho é comum vermos o macho voando atrás dela e can­tando sem parar, isto não é bri­ga e ele não está batendo nela, como muitos passarinheiros acham, isto é o acasalamento que é feito voando. Muitos cria­dores neste período separam os casais por pensar que estão bri­gando e assim perdem a possi­bilidade de criar pintassilgos em cativeiro.
O criador deve tomar muito cuidado com os pintassilgos que aprendem com muita facilida­de a comer os próprios ovos, em especial os machos. Para isto separar o casal com a grade divisória no final da tarde e re­tirar no dia seguinte por volta das 10 horas, após a retirada do ovo e a colocação de um ovinho de plástico/visto que as fêmeas fazem a postura não muito cedo.
O período de criação vai de outubro a fevereiro para os pintassilgos comuns e pinheirinhos e até abril para os coroinhas ou baianinhos. Alguns casais nidificam apenas uma vez neste período, outros duas vezes e até mesmo três vezes. Apesar de haver a possibilida­de de se criar até 12 filhotes por temporada por fêmea, o IBAMA só fornece seis anilhas por fêmea por ano.
Os casais são excelentes tratadores de seus filhotes, ali­mentando-os até mais ou menos 40 a 45 dias de idade. Mas devemos tomar cuidados, porque alguns machos batem nos filhos logo que eles saírem do ninho aos 13 a 15 dias de vida, podendo matá-Ios. É importan­te nestes casos, ao perceber que os filhotes vão sair do ninho, co­locar a divisória na gaiola para protegê-Ios dos possíveis ata­ques do pai. Ele continuará a tratar dos filhotes através da di­visória.

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